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CZAR DAS DROGAS DAS NACÕES UNIDAS ENVERGONHADO POR UMA QUESTÃO SIMPLES.

publicado em quinta-feira 11 de Dezembro de 2008 22:25, por encod . modificado em terça-feira 16 de Dezembro de 2008 15:49

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Embaraço para COSTA - czar das drogas da ONU

9.12.2008


Amsterdã - Antonio Maria Costa, o italiano, diretor executivo da UNODC (orgão executivo da ONU para drogas e crime), está seriamente constrangido por causa de uma ação individual do psiquiatra de Amsterdã Fredrick Polak. Em uma carta aberta publicada hoje, Polak exige uma resposta a uma pergunta simples. Apesar das promessas anteriores o czar mundial das drogas tem evitado a questão por exatamente um ano.

"Como você explica o baixo nível de consumo de cannabis na Holanda, em comparação com países vizinhos, não obstante a sua grande disponibilidade, nos coffeshops?"

Na internet dois vídeos no YouTube mostram Costa evitando a questão repetidas vezes. Para Polak a questão é de crucial importância, pois contradiz os pressupostos básicos subjacentes à proibição das droga. Portanto ele continua a assediar Costa com ela.

Polak, membro do conselho da ENCOD (Coligação Europeia para Políticas de Drogas Justas e Eficazes): "O objetivo primordial da proibição das drogas é a redução do consumo e da dependência química. No entanto, a experiência holandesa, de mais de trinta anos com os coffeeshops, tem revelado de modo convincente que sem esta proibição, os níveis de uso não vão subir vertiginosamente - que é o que os soldados da guerra às drogas querem que a gente acredite. Não se admira que Costa esteja perdido na resposta a essa pergunta. "

Repreensão

Um ano atrás Polak colocou a pergunta pela primeira vez em uma conferência sobre política de drogas em Nova Orleans. Costa ignorou-a, mas aproveitou a ocasião para repreender o governo holandês por "envenenar a Europa", com as anfetaminas. Essa observação custou a Costa uma repreensão pelo governo holandês, e ele teve que dar o braço a torcer e oferecer uma carta de desculpas.

No entanto, em uma segunda ocasião em março de 2008, em Viena, Costa evitou novamente a questão. Desta vez ele afirmou que mais de 2000 coffeeshops já tinham sido fechados, e que a cidade de Amesterdã tinha decidido mover todos os caffeeshops "do distrito da luz vermelha para as fronteiras com a França, Bélgica e Alemanha". Polak: "Parece que o Sr. Costa pensa que a Holanda (ou Amsterdã) faz fronteira com a França. Esses dados são totalmente infundados".

Desperdício

Pouco depois, Costa foi checar com as autoridades de Amesterdã e Haia em uma "missão de estudo ", incluindo uma visita ao coffeeshop De Dampkring (A Atmosfera). Na conferência seguinte, em Barcelona, Polak perguntou a ele sobre suas descobertas. Polak: "Desta vez, realmente, Costa foi longe demais, afirmando que Amesterdã tem três vezes mais dependentes de cannabis do que qualquer outro lugar da Europa." Costa prometeu um artigo de discussão com a base científica para essa alegação, a ser publicado em seu site "muito em breve". Costa até hoje não cumpriu essa promessa, nem respondeu à questão inicial de Polak. Motivo para Polak chamar a atenção da mídia para o assunto.

A Holanda apresenta pontuações consistentemente baixas e médias nos inquéritos de consumo de drogas na Europa. Para Polak isso justifica um pedido de abolição da proibição das drogas: "Isso vai nos salvar de muita miséria, e de um enorme desperdício de dinheiro dos contribuintes. Qual é a utilidade de todos os esforços para fazer cumprir a proibição, quando claramente isso não diminui o consumo? "

Polak concluiu sua carta aberta com uma nota positiva, sugerindo Costa (67) a não esperar até depois da sua aposentadoria para reconhecer o fracasso da proibição das droga. "Fazendo isso agora ele ganharia fama eterna."

A história anterior a esta carta aberta, é mostrada em dois pequenos vídeos na internet.

Silenced NGO Partner

Polaks’ Question Round 3 (with comments by dr. Alex Wodak, Sydney, Australia):

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